segunda-feira, 27 de maio de 2019

Atirando Pedrinhas na Poça



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Agricultura , economia social e soberania alimentar ! A estes três temas, poderíamos acrescentar todos os de que nos lembrássemos, com a certeza de haver entre todos eles relações directas e indirectas de dependência e inter dependência. A melhor maneira de provocar o abandono da procura da solução dum problema complexo e muito abrangente, é querer resolvê-lo de uma só vez por inteiro. A AGRICULTURA, mas talvez mais especificamente falando, as actividades do sector primário da economia, são cada vez mais estranhas nas agendas dos grandes órgãos da comunicação social, obrigados a falar para quem os entenda.

2
Quando a complexidade duma organização ultrapassa a capacidade de compreensão da maioria dos seus criadores ou responsáveis, dá-se oportunidade à corrupção descontrolada e criam-se as condições para agravar as desigualdades sociais
3

Em política,
A coerência é o visível ecrã
da consciência
democrática.


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.criaram a
A  GERINGONÇA
E AINDA NÃO FOI AO FUNDO 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

De Tavares para Tavares-

apeteceu-me fazer uma confidência, inspirada num conhecido slogan publicitário: -perfeito,perfeito,perfeito...só a SUPERBOK !
Pareceu-me, (desculpem se me enganei,)que para o outro Tavares, qualquer menção que se faça sobre determinado indício de responsabilidade dos Estados Unidos nas crises de outros países inserida no naipe de interesses "lógicos" da administração americana, estratégia Trump, ( a América primeiro), pode tratar-se de anti -americanismo primário!     Com o qual há que ter muito cuidado---(não vá o diabo teçê - las)
Quando se diz que os líderes de esquerda também são vítimas dos seus próprios métodos anti - democráticos,tratar-se- ia-se objectivamente de branqueamento de atitudes ditatoriais.
Quem assim pensa, ou finge pensar, parece assumir que as crises dos "pequenos",nunca são, no mínimo, estimuladas pelos "grandes",e se devem unicamente a erros autóctones,. estes, talvez estejam a pensar que vale mais . branquear "hipotéticos"crimes secretos dos poderosos, que sofrer na pele a  implosão das vidas dos pobres contestatários.
Enfim...perfeito,perfeito, perfeito, será o quê?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

NA VENEZUELA  ( Clausewitz )

CONTINUAÇÃO DA LUTA POLITICA PELA GUERRA ?

Juan Guaidó, deputado presidente duma Assembleia Nacional criada em 2017 com maioria da MUD, (MESA DE UNIDADE  NACIONAL) seu partido,  para se opor ao projecto de Maduro de criar uma Assembleia Constituinte -e á realização de eleições Presidenciais  para Maio de 2018., era até há poucos meses, pouco mais que um jovem deputado animador das acções da oposição ao governo..

Este Jovem (35 anos) dirigente da oposição,  com as forças que representa, convencidos da sua impotência  para alcançar a vitória contra as forças armadas venezuelanas  em  circunstancial  concordância com o governo e os milhões de guajiros excluídos da petrolífera riqueza da Pátria, decidiram mudar de estratégia e, criar condições para chamar em seu auxílio, forças e armas internacionais de que internamente não dispunham.

Auscultações feitas ás disposições dos seus amigos, como sempre acontece, foram também obrigados a aceitar a ajuda de alguns lobos tradicionais, eticamente pouco aconselháveis. Os mais afoitos e interessados: Estados  Unidos,e Brasil (Trump e Bolsonaro) , seguidos de "adjuntos" interessados
em permanecer do lado dos poderosos, para com essas promessas internacionais de apoio, poderem enfrentar com outras possibilidades de êxito os bloqueios internos: Argentina, Columbia etc..

Juan Guaidó é genuíno defensor dos interesses da sua  situação social  e da sua Venezuela,  estado que pode bem viver dos rendimentos dos donos do petróleo, mas carente de outras substâncias capazes de alimentar as pessoas e das quais se servem, quem as tem, para provocar interessadas e legítimas situações de revolta.

Como é normal, nenhum País estrangeiro pensa ( por agora ) em" ajudar " a Venezuela "promovendo e financiando programas de desenvolvimento agrícola e pecuário, entre outros, para os quais possue todas as condições desejáveis, quem vier, seja para ajudar a ideologia que for, vem calculando o valor do que mais tarde pode rapinar.

Quando Gualdó, altamente estimulado por poderosas forças exógenas, decide seguir as instruções dos seus poderosos amigos, proclamando-se  Presidente do País frente a multidões de Venezuelanos, está abrindo o grande portão por onde poderão vir a entrar os carrascos do Povo Venezuelano, autores do mal que anunciam combater.

"Juro assumir formalmente as competências como Presidente interino da Venezuela para por fim á usurpação. Esta declaração feita perante algumas centenas de milhar de pessoas concentradas nas ruas de Caracas para reclamar a demissão de Maduro,pode vir a significar o início duma guerra civil
-um estado, dois presidentes


DE QUALQUER FORMA.não nos parece que a situação,permita escolher pacificamente as razões de cada um. Para além da insofismável razão das maiorias de sacrificados miseráveis espalhados pelo imenso interior do País, -Que venha o diabo e escolha.- não será fácil, transformar uma maioria usufrutuaria parasita dos rendimentos petrolíferos durante algumas décadas passadas;, em maiorias de trabalhadores conscientes , obedientes servidores dos milionários dos regimes.

Não fora a situação de muitos milhares de portugueses que há mais de 50 anos foram chegando à Venezuela com a ambição de voltarem ricos e por lá deixarem o mínimo possível, alguns, apesar disso, até a alma e o corpo deixaram! a nossa atenção não seria tão sentida., lamentando a nossa impotência face à sua situação. Recorrer ao velho ditado - quando o mar bate na rocha..- não nos ajuda nada, apenas poderá servir de cauteloso aviso a quem se dispõe a abandonar a sua terra em busca do desconhecido - qualidade maior e menor da condição de ser português..

Disse Guaidó:
"Recordo as palavra de meu irmão Leopoldo Lopes,que se encontra injustamente preso por levantar a sua voz contra o regime..esse mesmo que hoje usurpa o poder - a luta continua!

-  O seu percurso começou na Universidade Católica Andrés Bello para se formar em engenharia civil,estudos complementados  na Universidade George Washington nos Estados Unidos.

Sem maniqueísmos, alinhando alguns factos tais como nos são fornecidos pela imprensa que lemos.,-nos condicionados. Contra as arbitrariedades e assomos e derivas anti-democráticas do chavismo, os críticos estão exentos de responsabilidades e são fiáveis democratas?

Quando o vice Presidente dos Estados Unjdos, Mike Pence, prometendo apoiar com tudo o que for necessário, quase apelou a um golpe de Estado, que devemos pensar ?
 Á excepção da Russia e da China não há Países que apoiem , a China é de momento o que resta de apoio a Maduro...Nicarágua  e  Cuba aguardam o evoluir da situação. - E a Europa? - parece acreditar a criticamente em tudo o que nos diz a imprensa ocidental /" a voz do dono". 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

incêndios florestais e os bombeiros voluntários


Os Bombeiros Voluntários, uma das mais solidárias e exemplares instituições que a História nos legou, não podem nem devem ser considerados como força responsável pela prevenção e combate aos fogos florestais.
O seu papel fundamental e tradicional, aquilo para que foram criados, foi a " protecção pública - protecção civil - ou equivalentes. Apoio à segurança de pessoas e bens em consequência de acidentes ou situações inesperadas a necessitarem de socorro personalizado e ou imediato e muito diverso.
Os incêndios florestais, sobretudo em territórios de alta densidade florestal, não podem ser classificados como acidentes inesperados. São consequências directas duma determinada actividade económica, com  riscos a dever ser considerados como factores inerentes aos custos dessa mesma actividade.
Os territórios densamente ocupados por florestas, para garantir uma prevenção responsável contra incêndios, necessitam de outros instrumentos mais adequados ao combate, defesa e conservação da natureza.
Nestes territórios faz falta a competência e força humana legal e jurídica duma Autoridade Territorial Municipal,com competência e poderes legais para regular e aplicar as leis.em defesa da natureza, através do ordenamento do território. Uma entidade que cuide do território,enquanto as Câmaras gerem e cuidam dos seus ocupantes. A falta desta autoridade específica, é uma das maiores falhas do actual municipalismo, em zonas essencialmente florestadas.
Um só modelo organizativo, para todos os municípios,sem levar em consideração relevos, qualidade dos solos, cobertura vegetal,demografia, actividades dominantes, etc.,  de cada um; é uma das muito perigosas  leviandades humanas que originam e alimentam os incêndios.

domingo, 20 de janeiro de 2019

A Robotização, a inteligência artificial e as Centrais Sindicais.

Um estudo recente, sobre o impacto previsível dos avanços científicos e tecnológicos a nível da Robotização, automatização de tarefas repetitivas e de aplicação da dita inteligência artificial aos processos produtivos; previa a perda de, pelo menos,  um milhão de empregos.

Esta questão, foi objecto de debate público na "Antena Um" ( antena aberta ) no passado dia 16.

Durante o Programa, as duas principais centrais sindicais, tiveram a oportunidade de definir as suas posições face à situação prevista. Em resumo:

A U.G.T. entende que a  intensificação e generalização da formação dos trabalhadores actuais, é a principal medida a tomar, para evitar o desemprego previsto. ( formação ? )
A C:G:T:P: entende que estes estudos e previsões não passam de balões de ensaio, para condicionar os trabalhadores a aceitarem a perda de direitos e condições de trabalho existentes, com a ameaças exageradas.

Quase no final do Programa, um participante alvitrou a sugestão de que as máquinas que substituem as pessoas deviam assegurar fundos à Segurança Social para que esta pudesse apoiar os desempregados.

Bravo.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

CARTA ABERTA DE CAMILO MORTÁGUA AOS COMPANHEIROS DO PCP


Carta aberta aos velhos companheiros do Partido Comunista Português, a propósito da rejeição pelo P.C.P. do voto de censura à condenação dos activistas angolanos.

Recordados companheiros de luta:

Sei que a minha idade deveria ser suficiente para me evitar surpresas amargas devidas ao comportamento dos Humanos, (sobretudo quando colectivas).

Normalmente aceito com relativa mas forçada compreensão que as gerações que nos sucederam e nunca sofreram na pele e na alma a frustrante raiva da impotência, face ao aviltamento imposto pelos usurpadores dos poderes dos Povos, adoptem atitudes branqueadoras, de comportamentos anti-democráticos quase sempre justificados com “legítimos interesses” a defender, sejam eles individuais ou de grupo.

Em essência, é a aplicação prática da velha e dizem que “sábia” regra de ser forte com os fracos e subserviente com os fortes.

Compreender, compreendo, mas não posso concordar, nem aceitar, nem sequer justificar com pretensas consequências maléficas das crises dos tempos.

Companheiros e camaradas de luta. Mais de luta que de ideologia. Que têm feito vocês? Que têm ensinado aos novos dirigentes do vosso partido, outrora internacionalista e solidário com as lutas dos oprimidos de todo o Mundo?

Sim Camaradas, porquê se apagaram tão depressa as vossas memórias?

Porque negaram os relatos das vossas experiências, aos jovens ou menos jovens que hoje falam em vosso nome?

Porque deixam calados os milhares de exemplos de homens e mulheres das mais diferentes nacionalidades, que estiveram ao nosso lado na luta pela nossa LIBERDADE, oferecendo tudo e até, em alguns casos, a sua própria liberdade e vida.

Estão de acordo em renegar esse passado? Estão de acordo em apagar da História das lutas pela dignidade Humana, os milhares de exemplos, de companheiros e camaradas, Comunistas, Socialistas, Democratas ou simplesmente Humanos, que a todos nós nos acolheram e por nós se manifestaram nas ruas das capitais da Europa e do Mundo?

Que moral é essa, que continua a ser manipulada para justificar o injustificável.

Será por uma questão de hábito?

As relações de absoluta dependência orgânica, material e estratégica, que caracterizaram o passado, não existindo no presente, não podem ser aceites como bodes expiatórios de comportamentos que denigrem e ofendem a memória dos companheiros internacionalistas (de todos os grupos) que tanto nos apoiaram. Hoje, quem vos condiciona, companheiros? Possivelmente… quem querem defender?!

Quando em vosso nome se proclama:

“- O P.C.P. reitera a sua consideração de que cabe às autoridades judiciais angolanas o tratamento deste ou de outros processos que recaiam no seu âmbito. A rejeição do presente voto por parte do P.C.P. emana da defesa da soberania da República de Angola e da objecção da tentativa de retirar do foro judicial uma questão que a ele compete esclarecer…”

- Então camaradas, é verdade ou mentira que: para serem coerentes com a vossa posição de hoje, em linguagem dos tempos áureos da vossa gloriosa luta contra a ditadura pró-fascista, vocês, em situação parecida com a actual ,diriam, qualquer coisa do género?:

- “O P.C.P: apela a todos os governos e povos democráticos de todo o Mundo para que em defesa da soberania da República Portuguesa não nos apoiem, nem interfiram na nossa luta pela liberdade e democracia. Favor não interferir com os métodos e decisões do sistema judicial português, nem denunciar internacionalmente a tortura e absoluto desrespeito pelos direitos fundamentais dos democratas portugueses que se opõem há ditadura.”

É companheiros… justificar os nossos compromissos, com os maus exemplos de outros, é coisa antiga, não pode fazer parte dos princípios orientadores duma nova maneira de fazer política.

Saudações solidárias
Camilo Mortágua
Abril de 2016

domingo, 1 de novembro de 2015

Intervenção de Camilo Mortágua na apresentação do primeiro encontro inter-concelhio de apoiantes da candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República


Companheiras e companheiros aqui presentes.

Como bem diz o nosso candidato,
Companheiras e companheiros deste combate, desta campanha para levar à Presidência da República, o Sampaio da Nóvoa.

Para eleger como Presidente da República, uma pessoa, que não é, nem será, apenas, mais um candidato, mais um Presidente!

Não e… não! Sampaio da Nóvoa não é a continuidade.

Sampaio da Nóvoa é a diferença, e a diferença consiste na Juventude, na alegria, na competência e na responsável honestidade que nos tem faltado, para poder viver neste País com orgulho e confiança no futuro. Sampaio da Nóvoa é diferente! Mas essa diferença, companheiras e companheiros, não é apenas de origem ideológica ou política, a diferença, em Sampaio da Nóvoa, vai muito para além disso, é a diferença da sua concepção sobre o que, e como, deve ser a existência solidária da vida dum ser humano em todas as suas dimensões. A diferença entre Sampaio da Nóvoa e as pessoas que habitualmente se candidatam, reside, fundamentalmente, entre o querer TER ou o querer SER.

Sampaio da Nóvoa, cidadão comum nascido sem privilégios sociais, sempre quis SER, lutou por SER, e nunca aceitou perverter a coerência do seu SER, para poder aumentar o seu património material.

Desde há muito tempo, que somos governados e representados por Homens tornados conhecidos pelos seus percursos no mundo dos negócios: Advogados, economistas, engenheiros, gestores e financeiros de todas as fileiras da economia, têm sido os mais frequentes ocupantes dos mais representativos cargos do Governo e da Nação... Neste País, onde ao fim e ao cabo, acabamos sempre por constatar que todas as deficiências da harmonia do nosso viver colectivo se devem aos baixos níveis de educação, eis que, contra todos os hábitos, surge um candidato internacionalmente prestigiado como especialista e homem dedicado e competente nas questões da educação pública.
Com Sampaio da Nóvoa na Presidência, anuncia-se o início do fim do ciclo promíscuo entre negócios e governação, entre interesses particulares e favores cúmplices, entre os negócios obscuros com interesses comuns ainda que realizados entre “barões” de partidos diferentes. Com Sampaio da Nóvoa na Presidência, não teremos uma presidência de pura esquerda, nem uma candidatura de esquerda pura. Mas, Com Sampaio da Nóvoa “Homem de coração e mente à esquerda” teremos um Homem capaz de defender a aplicação preferencial de princípios e políticas justas para o mundo trabalho em conformidade e em defesa dos legítimos interesses dos mais afectados pelas injustiças sociais.

Companheiras e companheiros, amigas, amigos e camaradas, Sampaio da Nóvoa é, indiscutivelmente, a grande oportunidade de começar a romper com os vícios do passado. A grande oportunidade que só alguns líderes partidários teimam em não querer ver, a oportunidade de, sem rupturas nem abandonos dos estritos conteúdos programáticos de cada organização, poder finalmente convergir, elegendo uma pessoa que, de momento é, sem dúvida, o maior denominador comum das diferentes esperanças dos que se sentem ofendidos e ameaçados na sua dignidade de cidadãos da Pátria Portuguesa.

Para mim, talvez seja esta a última oportunidade de ter mais um Presidente da República de quem me possa orgulhar. Por isso, ouso pedir-vos convictamente, e independentemente de todos os calculismos sobre os possíveis resultados, que nos empenhemos ao máximo das nossas possibilidades, neste combate de justa causa.

Camilo Mortágua Beja, 31 Outubro 2015
Intervenção de Camilo Mortágua
Na apresentação do primeiro encontro inter-concelhio de apoiantes da candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A ESPIRAL RECESSIVA

Tão inevitável como a morte?

A concentração do capital, facilita, estimula e permite, comprar a concentração do poder político.

O poder político, (também o pseudo-democrático) adquirido pelos donos do capital, é usado como arma suprema contra quem vive do seu trabalho.

Os donos do capital, para defender os seus interesses, passaram a preferir as armas “democráticas.” Aquelas que sem prender formalmente as pessoas por delitos de opinião, até lhes permite eleger os seus representantes, desde que os escolhidos sejam quem eles querem e em quem confiam.

As vias democráticas para impor os interesses do capital e sujeitar quem trabalha às suas leis, começam a ser demasiado óbvias e perceptíveis aos olhos das vítimas e, por isso, mais uma vez, os capitalistas pressentem o perigo e cerram fileiras em defesa dos seus privilégios, daí a propalada ostentação de firmeza e cega irredutibilidade na decisão de querer arrebanhar, custe o que custar, o dinheiro que semearam nas grandes sementeiras da especulação, feitas em “terras de reduzida fertilidade”.

Nervosos, perante as ténues ameaças que o futuro desenha, “reagem à capitalista”e não resistirão à tentação de recorrer à força das armas e da repressão generalizada, para tentar “controlar à nascença” as tempestades sociais que as suas humilhações provocaram.
Ilusão!

Aos Homens, Aos Países, às Comunidades Humanas, às Sociedades Nacionais ou supra-nacionais, nada as empurra mais irracionalmente para a voracidade incontrolável da Guerra do que a Humilhação. Pelos vistos, para lá caminhamos de novo!

E a partir do momento em que a Espiral Repressiva do Capitalismo sinta de novo a necessidade de abandonar a capa sacrossanta da camuflagem democrática, privando-nos também das liberdades formais… aí, (demasiado tarde?) contra a violência despida de cinismos, toda a violência revolucionária será de novo legítima, desta vês à escala da Europa, tem der ser. Aí, disso não tenho dúvidas, o Povo português, a sua juventude, estarão de novo dispostos a sacrificar as vidas, para chegar de novo à Av. da LIBERDADE.

É imperioso obrigar os capitalistas (os lobos) a despirem os seus disfarces de cordeiros.

Desengane-se quem avilta a dignidade humana. Mais segura, tranquila e feliz é a vida duma família socialmente solidária, que a vida duma família muito rica de património conseguido à custa da miséria alheia.

Camilo Mortágua
(Julho de 2015)